Postado em 27 de Outubro às 11h11

Agrotóxico Paraquate é proibido no Brasil

Considerado resíduo perigoso, produto deve ter destinação final adequada

As discussões sobre o uso do herbicida Paraquate ou Dicloreto de Paraquate no combate a plantas daninhas vêm de longa data e envolvem muitas divergências quanto aos riscos para a saúde dos trabalhadores responsáveis pelo manuseio do produto. Não haveria indícios de que o herbicida deixe resíduo nos alimentos.

O agente tem classificação toxicológica Categoria 1 – Produto Extremamente Tóxico. A Anvisa considera que há evidências suficientes da “toxicidade aguda do Paraquate” e sua relação com a doença de Parkinson.

Desde 22 de setembro de 2020, importação, produção, distribuição e comercialização de produtos à base de Paraquate estão proibidas no Brasil por decisão da Anvisa, conforme previa normativa de 2017 (RDC 177 ANVISA).

O Paraquate já foi banido da União Europeia e países asiáticos, incluindo aqueles que o produzem para exportação, como a China. A substância é usada em países como Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália e Nova Zelândia.

Claud Goelner, agrônomo, mestre em fitotecnia e consultor na área de toxicologia, argumenta que o Paraquate é vital para o plantio direto e como dessecante. “É seguro ao homem e ao ambiente. Entrou no mercado mundial em 1954 e os casos de intoxicação por Paraquate estão relacionados ao suicídio. Estudos demonstram que à medida que a intoxicação por tentativa de suicídio aumenta, a intoxicação de quem aplica no campo está diminuindo. Isso mostra que o problema não está na aplicação dos produtos”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declara que 20% dos suicídios no mundo ocorrem por auto-envenenamento com pesticidas. 

Matheus Mazon Fraga, engenheiro agrônomo e gestor da Divisão de Fiscalização de Insumos Agrícolas da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), destaca que o Paraquate estava entre os cinco ingredientes ativos mais utilizados em Santa Catarina para controle de plantas daninhas, no manejo do plantio direto e na dessecação pré-colheita, em culturas como soja, milho, trigo, batata, maçã e arroz. “Apesar de ser importante no manejo técnico das culturas, o risco que impõe aos trabalhadores não pode ser desconsiderado, principalmente o que foi apontado pela Anvisa quanto às características mutagênicas”.

Segundo a Cidasc, cerca de 200 mil propriedades rurais utilizam o herbicida em Santa Catarina.

Alternativas ao Paraquate

O Paraquate não é o primeiro agrotóxico banido no Brasil. Também há outros agrotóxicos em reavaliação e que podem virem a ser proibidos. O agronegócio teve tempo para se adequar à nova realidade e buscar soluções. As discussões antecedem 2017, momento da decisão sobre o banimento no prazo de três anos. O setor reclama, justificando que agroquímicos alternativos são financeiramente menos vantajosos, principalmente, aos pequenos e médios agricultores.

Projetos tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal com o objetivo de sustar a decisão da Anvisa, sob a justificativa de que a suspensão do uso do produto será prejudicial para o agronegócio nacional e que só há risco para a saúde no caso de manejo incorreto da substância, informa a Agência Senado. 

Estoques

A Anvisa decidiu que os estoques remanescentes de produtos com ingrediente ativo Paraquate em posse dos agricultores poderão ser utilizados para o manejo dos cultivos na safra agrícola 2020/2021, tendo sido condicionado à região e à cultura, conforme calendário regional divulgado pela Anvisa (veja quadro abaixo), cujo prazo expira em 31 de julho de 2021.

As cooperativas de agricultores poderão distribuir produtos formulados à base de Paraquate, exclusivamente aos seus cooperados, até 15 (quinze) dias antes do término do prazo máximo previsto no calendário.

Seguindo orientações dos fabricantes, a utilização do defensivo deve ocorrer mediante uso de EPIs (equipamentos de proteção individual) e de tratores de cabine fechada para aplicação do agrotóxico. Anvisa estabeleceu que, no ato da compra, usuários deverão assinar termo de conhecimento de risco e de responsabilidade quanto ao uso do produto.

As Secretárias Estaduais e Distrital de Agricultura, ou órgão equivalente, serão responsáveis pela fiscalização do comércio, utilização e recolhimento dos defensivos. 

Desde 2018 a comercialização deste agrotóxico é controlada eletronicamente. Entre janeiro e novembro de 2019, o Brasil importou 65,3 mil toneladas de herbicidas com ingrediente ativo Paraquate, segundo dados de importação do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços, obtidos pelo site Brasil de Fato.

Logística Reversa 

Os fabricantes e empresas titulares de registro de produtos à base de Paraquate, sob quem recaem os custos, deverão recolher os estoques desses produtos existentes em estabelecimentos comerciais e em poder dos agricultores, até 30 (trinta) dias após o término do prazo que permite a utilização do defensivo nas respectivas cultura e região.

O transporte dos produtos do ponto de recolhimento até o local deve ser feito por empresa especializada em transporte de carga perigosa.

“Alguns estados brasileiros já colocaram em ação programas de recolhimento de produtos organoclorados. A lógica é basicamente a mesma, o que muda é a responsabilização de quem banca esses programas”, afirma Matheus Mazon Fraga, da Divisão de Fiscalização de Insumos Agrícolas da Cidasc.

Tratamento e destinação final

Produtos tóxicos são classificados como resíduos classe I e requerem tratamento técnico altamente especializado e disposição final adequada, visando a proteção da saúde pública e meio ambiente.

Matheus lembra que cada fabricante deverá destinar o produto para tratamento em incineradores  regulamentados e licenciados junto aos órgãos competentes. Antes do processo de incineração, é preciso que o agrotóxico seja diluído para evitar riscos de acidentes como explosões por produtos inflamáveis. O processo ocorre em incineradores de produtos líquidos que possuem mecanismos e filtros específicos. A fumaça deve ser analisada constantemente para ver se atende os requisitos estabelecidos e se não prejudica a comunidade do entorno entre outras coisas, explica Matheus Fraga, da Cidasc. 


Postado em 19 de Outubro às 10h56

Servioeste capacita profissionais da Prefeitura de Vicente Dutra (RS)

A correta gestão de resíduos de saúde passa por treinamentos periódicos

Conhecer as diretrizes, resoluções, normativas ligadas aos resíduos de saúde permite compreender todo o processo de gestão de resíduos, contribui para mitigar custos e impactos, protege trabalhadores, preserva a saúde pública e o meio ambiente.

O Grupo Servioeste, com 21 anos de expertise na área, ministrou capacitação aos servidores das unidades de saúde, do hospital municipal e da secretaria de saúde de Vicente Dutra (RS), no dia oito de outubro.

Os servidores aproveitaram a oportunidade para ampliar conhecimentos sobre a gestão de resíduos de saúde. Caroline Beutler, engenheira ambiental e sanitarista, responsável pela capacitação, focou nas resoluções e nos exemplos de resíduos comuns a ambientes de serviços de saúde.

Cláudia Bohrer, Secretária Municipal de Saúde, comentou que a Prefeitura está revisando o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) e que a capacitação foi muito esclarecedora, principalmente quanto ao descarte de resíduos e equipamentos de proteção individual (EPI´s)

A eficiência na gestão dos RSS exige dos profissionais da saúde ações conscientes. A atenção no momento do manejo é fundamental para o descarte correto nas lixeiras específicas, evita a contaminação dos demais resíduos e a exposição dos trabalhadores a riscos ocupacionais.

Agende treinamento para sua empresa. 


Postado em 15 de Outubro às 10h00

Consumo consciente

Sustentabilidade (28)

De onde vem, para onde vai? O que pode gerar depois de descartado?

O conceito moderno de sustentabilidade leva em conta a produção e consumo conscientes, o uso racional dos recursos naturais e seu reaproveitamento.

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos indicam que 29% dos brasileiros preferem comprar produtos de empresas com práticas sustentáveis.

Pesquisa realizada pela Ipsos Global Advisor com 14 nações, incluindo o Brasil, revela que as pessoas estão mais preocupadas com a necessidade da preservação ambiental.

- 65% dos entrevistados acreditam que os governantes devem priorizar ações de combate às mudanças climáticas na recuperação econômica após covid-19;
- 32% considera prioridade lidar com os resíduos produzidos;
- 79% afirma ter vontade de adquirir produtos mais saudáveis e melhores para o meio ambiente;
- 52% mostram disposição para comprar itens de segunda mão.

“Muitas vezes não sabemos de que são feitos os produtos que adquirimos, nem como são produzidos, se são biodegradáveis, se geram compostos tóxicos após o descarte ou durante a produção. É muito importante que o consumidor exija mais informações sobre os produtos que consome, podendo, assim, escolher o mais adequado. É necessário que a legislação proteja mais efetivamente o consumidor e o nosso planeta. Isso força o mercado a oferecer produtos que estejam de acordo com toda essa consciência ecológica de que tanto falamos”, afirma Maria Lúcia Bianchi, professora doutora da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Minas Gerais.

Recuperar e manter o planeta saudável requer um grande esforço coletivo.

Iniciativas simples mostram como é possível reduzir o descarte de resíduos, reciclar eletroeletrônicos e promover o desenvolvimento sustentável. Veja matéria. Acesse a Revista Servioeste.


Postado em 16 de Setembro às 09h05

Grupo Servioeste aposta em novas tecnologias

Inovação (14)

Investir em TI é fundamental para alcançar a excelência na prestação de serviços

Quando se fala em tempo, recursos e preocupação com os clientes, conhecimento e tecnologias são os principais aliados da empresa.

Sabendo disso, o Grupo Servioeste apostou na interligação dos sistemas de gestão de operações, coleta informatizada e rastreamento da frota. A integração visa acompanhar as coletas, o tempo de permanência dos motoristas em cada ponto, os desvios de rota e a quantidade de resíduo recolhido.

Durante os meses de agosto e setembro, colaboradores dos setores de logística das 10 unidades do Grupo Servioeste passaram por treinamento focado na melhoria do sistema de roteirização. O investimento permite aperfeiçoar o controle operacional, otimizando a tomada de decisões.

O novo roteirizador possibilita verificar as coletas e as atividades dos motoristas em tempo real, fornecendo dados para a busca de soluções diferenciadas. Os analistas de logística são responsáveis pelo monitoramento e análise das informações.

A tecnologia contribui para a gestão e redução de custos. Caso alguma coleta não tenha sido efetivada por algum motivo, a equipe entra em contato com o cliente para novo agendamento.


Postado em 08 de Setembro às 10h47

Transporte de cargas perigosas

Negócios (19)

Treinamento e atenção constante são fundamentais

Amarildo Maciel de Oliveira foi motorista profissional de cargas perigosas por 18 anos. Da prática, traz na memória as regras e detalhes do ofício. Lembra da importância dos treinamentos, da direção defensiva e do olhar sempre atento à estrada, ao veículo e à carga. “É preciso conhecer o produto que está transportando e saber que reações químicas podem acontecer. Trabalhar com cargas perigosas requer domínio e controle do veículo, uso de EPI´s e resposta rápida no caso de emergência para evitar danos a si mesmo, aos outros e à natureza”.

Produtos perigosos são aquelas que apresentam algum risco ao meio ambiente ou à saúde humana. Diferentes atividades industriais, comerciais ou de prestação de serviços utilizam substâncias perigosas e também geram inúmeros resíduos classificados como perigosos. 

O que determina sua periculosidade são suas propriedades físicas, químicas ou infectocontagiosas tais como: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) classifica estas substâncias que podem provocar intoxicação, doenças e/ou morte, além de afetar a qualidade ambiental.

Legislação


O transporte de cargas perigosas está entre os transportes mais difíceis do setor e demanda profissionais altamente treinados, comenta Vinícius Variani, Gerente de Logística do Grupo Servioeste, empresa especializada na coleta, transporte, tratamento e disposição final de resíduos sólidos.

A resolução da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT 5232/2016), o Regulamento para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos (Res. 5.848 ) e a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, estabelecem requisitos e procedimentos que garantem a preservação das condições de acondicionamento dos resíduos, a integridade dos trabalhadores, da população e do meio ambiente.

O condutor deve ter certificação do curso de Movimentação Operacional de Produtos Perigoso (MOPP), regulamentado pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), e passar por reciclagens periódicas.

Treinamento

“Nossos colaboradores são treinados para que sigam todos os procedimentos de segurança, prevenção de acidentes, evasão e contenção. As capacitações são focadas na direção defensiva e consciente, redução de custos e na prevenção de acidentes. Os treinamentos possibilitam troca de experiência entre os colaboradores e isso é interessante para a equipe”
, relata Vinícius.

A empresa transportadora precisa dispor de uma série de certificados e licenças. Os veículos devem ser identificados, portar documentos de inspeção e adequação emitidos por entidades credenciadas.

Realizamos check list nos veículos a cada retorno do motorista à empresa, verificando a parte mecânica e controle de itens obrigatórios de segurança. Monitorar a frota em tempo real ajuda na gestão do processo. Sempre oriento aos motoristas para estarem atentos e somente rodarem com o veículo em perfeitas condições de circulação. Em se tratando de transporte de produtos perigosos, qualquer desgaste mínimo pode colocar todos em risco. Manutenção preventiva é a melhor solução”, conclui Vinícius.


Postado em 02 de Setembro às 14h07

Câmara de Vereadores de Chapecó homenageia Servioeste

Inspiração (16)

Moção valoriza legado social e fomento à economia do Município

O Poder Legislativo de Chapecó aprovou por unanimidade envio de moção de reconhecimento à Servioeste e seus colaboradores pelos 21 anos de serviços prestados “com excelência e qualidade”. A proposição do Vereador Jatir José Balbinot valoriza a representatividade da empresa, o comprometimento social e o fomento à economia da região.

Para Doacyr Balbinot, presidente do Grupo Servioeste, receber essa moção é motivo de honra: “Incentivamos o desenvolvimento sustentável por meio do trabalho realizado em mais de 600 municípios brasileiros. Nossos serviços são essenciais para a preservação da saúde pública e do meio ambiente. Esse reconhecimento é muito gratificante.”

A Servioeste é pioneira no tratamento de resíduos de saúde. Contribuiu sensivelmente para regulamentar o setor de gestão de resíduos, colaborando com a construção da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O que é?

Moção de Reconhecimento é uma maneira de homenagear pessoas ou instituições que se destacam pela atuação e/ou relevantes serviços prestados ao Município, como forma de valorizar ações em prol do desenvolvimento econômico, social e cultural.
 


Postado em 01 de Setembro às 09h27

Resíduos de cemitérios

Meio Ambiente (78)

Descarte deve obedecer à legislação

Cemitérios, crematórios e funerárias são considerados pela Anvisa como geradores de resíduos de saúde, portando, responsáveis pelos materiais derivados de sepultamentos, exumações e cerimônias fúnebres.

A cultura do sepultamento remete há 100 mil anos antes de Cristo. Os cemitérios não eram vistos como fontes de contaminação e transmissão de doenças. Somente a partir do século XVIII, a preocupação voltou-se a estes locais.

Segundo pesquisadores, o necrochorume é o principal resíduo de contaminação originado de corpos em decomposição. Ao penetrar nos lençóis freáticos, estas substâncias podem poluir solo, água e afetar a saúde humana.

O que fazer

Após 3 anos de sepultamento, a exumação de corpos está liberada. Geralmente ocorre para liberar jazigos ao remover restos mortais para outros locais. Urnas, caixões de madeira, roupas, coroas, flores e demais objetos gerados da exumação precisam de tratamento específico e destinação final adequada.

Os geradores de resíduos de saúde devem seguir as normativas vigentes e contratar empresa especializada no tratamento de materiais contaminados. Um bom Plano de Gerenciamento (PGRSS) contribui para a correta segregação e acondicionamento destes resíduos.