Blog Meio Ambiente

Postado em 01 de Setembro às 09h27

Resíduos de cemitérios

Meio Ambiente (78)

Descarte deve obedecer à legislação

Cemitérios, crematórios e funerárias são considerados pela Anvisa como geradores de resíduos de saúde, portando, responsáveis pelos materiais derivados de sepultamentos, exumações e cerimônias fúnebres.

A cultura do sepultamento remete há 100 mil anos antes de Cristo. Os cemitérios não eram vistos como fontes de contaminação e transmissão de doenças. Somente a partir do século XVIII, a preocupação voltou-se a estes locais.

Segundo pesquisadores, o necrochorume é o principal resíduo de contaminação originado de corpos em decomposição. Ao penetrar nos lençóis freáticos, estas substâncias podem poluir solo, água e afetar a saúde humana.

O que fazer

Após 3 anos de sepultamento, a exumação de corpos está liberada. Geralmente ocorre para liberar jazigos ao remover restos mortais para outros locais. Urnas, caixões de madeira, roupas, coroas, flores e demais objetos gerados da exumação precisam de tratamento específico e destinação final adequada.

Os geradores de resíduos de saúde devem seguir as normativas vigentes e contratar empresa especializada no tratamento de materiais contaminados. Um bom Plano de Gerenciamento (PGRSS) contribui para a correta segregação e acondicionamento destes resíduos.


Postado em 26 de Agosto às 11h17

Como funciona um aterro sanitário

Meio Ambiente (78)

A função é garantir a disposição final segura de resíduos sólidos

Os aterros sanitários servem para a disposição final de resíduos de diversas naturezas. O Ministério do Meio Ambiente caracteriza aterro sanitário como uma obra de engenharia projetada sob critérios técnicos.

A construção de um aterro precisa ser autorizada por órgãos competentes. Todas as ações relativas ao aterro passam por constante monitoramento e fiscalização.

A finalidade de um aterro sanitário é garantir a disposição final de resíduos sólidos de forma segura à saúde pública e ao meio ambiente.

Confira as explicações de Mauro Miguel Narciso, Engenheiro Sanitarista e Ambiental, responsável técnico do Grupo Servioeste.

Quais tipos de resíduos um aterro pode receber?

Existem diferentes tipos de aterros e cada um deles é projetado para receber determinados resíduos. Nos aterros Classe I são depositados resíduos perigosos, com características tóxicas, inflamáveis e patogênicas.

Os aterros sanitários comuns recebem resíduos Classe II, tais como: domiciliares – chamado lixo comum; comerciais; de prestação de serviços; industriais - a depender de suas características; resíduos de serviços de saúde (RSS) pós-tratamento pertinente.

Como é construído?

Existem várias técnicas de construção de aterro sanitário ou industrial, que levam em conta a geologia e a topografia local. São feitas escavações e impermeabilizações para o tratamento dos subprodutos resultantes da disposição, basicamente os líquidos percolados (chorume) e os gases que deverão ser tratados em sistemas específicos, de acordo com suas particularidades.

Pode ser próximo ao perímetro urbano?

A construção de um aterro preciso levar em conta a legislação ambiental e os planos diretores municipais. Requer Licença Ambiental Prévia; Licença Ambiental de Instalação e Licença Ambiental de Operação. As obras não devem estar muito próximas ao perímetro urbano, nem muito distantes a ponto de inviabilizar a logística operacional do processo.

Qual o tempo de vida útil de um aterro?

A vida útil de um aterro sanitário varia de acordo com a área disponível e a quantidade de material a ser depositado. Normalmente, um aterro é projetado para durar mais de 20 anos, visto o volume de investimento requerido para construção e operação.

O que acontece depois que um aterro é totalmente preenchido?

Depois de totalmente preenchido, existe um fechamento que garantirá a não contaminação externa. A área poderá servir de parques ou áreas de reflorestamento, sempre em conformidade com as características locais. Por ser um ambiente vulnerável, não poderão ser construídas moradias ou edificações comerciais.

O que ocorre com o passar dos anos?

Com o passar dos anos o material depositado se decompõem, gerando subprodutos, como gases e líquidos percolados (chorume). O solo vai se estabilizando e deve ser controlado de forma permanente.


Postado em 14 de Agosto às 09h59

Resíduos industriais

Meio Ambiente (78)

Excelência na gestão promove a sustentabilidade

As atividades da indústria são essenciais ao desenvolvimento social. Geram milhões de postos de trabalho, desenvolvem produtos vitais para a humanidade, como medicamentos, membros artificiais, além de diversos aparatos tecnológicos que facilitam nosso dia a dia. Contudo, o segmento é responsável pela produção de imensa quantidade de resíduos que, quando mal gerenciados e dispensados indevidamente, causam prejuízos à saúde e ao meio ambiente.

Os resíduos industriais são provenientes de processos produtivos e devem ter controle específico, de acordo com normativas e legislações estaduais e federais. Os chamados geradores de resíduos são obrigados por lei a cuidar de maneira contínua e ininterrupta, da segregação, transporte, tratamento e destinação final das sobras oriundas do processo produtivo.

Há inúmeros tipos de resíduos derivados da atividade fabril. Alguns deles são classificados como perigosos em razão de suas características como inflamabilidade, corrosividade, toxicidade. É o caso dos derivados de petróleo (óleo, tintas, graxas, solventes), de lodos gerados no tratamento de efluentes, resíduos de baterias à base de chumbo, etc.

Legislação

Uma indústria ambientalmente consciente é administrada levando em conta o Plano Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), que prevê a elaboração e constante atualização do plano de gestão de resíduos, no qual constam os tipos de resíduos produzidos, suas características, modos de armazenamento, informações sobre transporte e destinação final.

Devido ao risco que representam à saúde pública e à qualidade ambiental, alguns resíduos industriais precisam receber tratamento e destinação final adequadas. O mal gerenciamento pode causar danos permanentes à fauna, à flora, à saúde pública, bem como acidentes de trabalho.

O descaso com os resíduos produzidos não implica apenas em multas, distratos e ausência de financiamento. A insatisfação dos clientes com prejuízos à natureza, muitas vezes, acarreta na perda de credibilidade. Por outro lado, cumprir com as obrigações ambientais e executar ações sustentáveis pode render ótimas oportunidades de negócio.

Mauro Miguel Narciso, Engenheiro Sanitarista e Ambiental, responsável técnico da Servioeste, lembra que o setor de tratamento de resíduos industriais passou a crescer a partir do momento em que os órgãos competentes, com o apoio primordial do Ministério Público, começaram a fiscalizar empresas quanto ao seguimento da legislação ambiental.

A implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, cujo objetivo é a proteção da saúde pública e da qualidade ambiental, exigiu mudanças no comportamento dos empresários. Muitos, porém, sempre tiveram uma visão sustentável.
 

Gestão de resíduos

Artur Deiss, Diretor da Brasplast, indústria de embalagens plásticas, conta que a preocupação com o meio ambiente nasceu junto com o negócio, há 32 anos. “A empresa sempre se preocupou com a destinação e aproveitamento de materiais. Além disso, todos os nossos fornecedores passam por processo de qualificação que leva em conta o respeito ao meio ambiente”, ressalta Artur.

O processo produtivo industrial da Brasplast gera diversos tipos de resíduos, o que exige da empresa muito planejamento e controle. São plásticos, sucatas de metal, tubetes de PVC, papelão, fitas adesivas, papéis, madeiras de paletes, etiquetas, panos contaminados com tinta, solvente, adesivo, óleos e graxas.

Segundo Artur, esses materiais são classificados e segregados. Alguns são vendidos, outros doados. Os resíduos considerados perigosos são destinados à Servioeste, empresa responsável pela coleta, tratamento e destinação final.

Os investimentos em gestão ambiental, em pesquisa e desenvolvimento de produtos biodegradáveis e o reúso de materiais, insere a empresa nos propósitos da economia circular e atende às expectativas dos clientes e da sociedade. “Cumprir com a legislação ajuda a conscientizar nossos colaboradores e evita qualquer impacto ambiental que possa ser gerado em decorrência do processo fabril. Também realizamos constantes treinamentos sobre classificação, separação e destinação correta dos resíduos”, conclui Artur.

Mercado

O setor de tratamento de resíduos industriais no Brasil cresceu mais de 20% nos últimos anos. O mercado brasileiro para a indústria de proteção ambiental em resíduos industriais é estimado, atualmente, em R$13 bilhões, informa a Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre). Para a entidade, o crescimento está ligado às necessidades de investimentos cada vez mais robustos em gestão ambiental e sustentabilidade.

A Abetre ressalta que o Brasil possui tecnologia de ponta e empresas altamente capacitadas para o tratamento de resíduos e recuperação de áreas contaminadas. “O setor privado de tratamento de resíduos no país constituiu-se hoje na solução ambiental mais viável e segura economicamente para as empresas geradoras e para os gestores públicos”, conclui.

O Grupo Servioeste possui 10 centrais de tratamento de resíduos em sete estados brasileiros. Coleta, transporta e encaminha para destinação final resíduos de serviço de saúde, urbanos e industriais em mais de 600 municípios Brasil afora.


Postado em 30 de Julho às 14h38

Gerenciamento de resíduos

Negócios (19)Meio Ambiente (78)

Revisar normativas e resoluções contribui para a redução de custos

Gerenciar resíduos de serviços de saúde (RSS) envolve um conjunto de procedimentos devidamente planejados com base em diretrizes, resoluções e normativas técnicas. A implementação das ações de manejo dos resíduos objetiva minimizar custos, mitigar impactos ambientais, proteger trabalhadores, preservar a saúde pública e os recursos naturais.

Danielly Negrão, Doutora em Enfermagem com ênfase em gestão de resíduos de serviços de saúde, afirma que a eficiência na gestão dos RSS exige dos profissionais da saúde um posicionamento de consumo consciente para diminuir a quantidade de resíduos gerados e evitar desperdícios. O descarte correto nas lixeiras específicas para cada grupo evita a contaminação dos demais resíduos, a consequente elevação dos custos e a exposição dos trabalhadores a riscos ocupacionais. "Conhecer a composição dos RSS, as características do perfil de geração, os locais que mais geram resíduos, os horários de pico são ações estratégicas para o bom gerenciamento”, conclui professora Danielly.

A correta gestão começa pela revisão periódica do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS). Doutora Renata Orofino, coordenadora médica da Comissão de Controle de Infecção do Hospital de Campanha da Prefeitura do Rio de Janeiro, no Riocentro, reforça que o Plano reduz a produção do resíduo, os custos com o descarte e os riscos de acidentes de trabalho, principalmente com perfurocortantes.”

A Servioeste oferece capacitações para empresas levando em conta a legislação e alternativas para minimização de custos, impactos ao meio ambiente e segurança no manejo dos resíduos. Dalila Gonçalves, Engenheira Ambiental e Sanitarista do Grupo Servioeste, observa que o treinamento é uma etapa muito importante dentro de uma empresa, pois permite que o colaborador compreenda todo o processo de gestão de resíduos: segregação, acondicionamento, identificação, armazenamento, coleta interna e externa, transporte, processos básicos de tratamento dos resíduos como autoclavagem, incineração e disposição final.

Todas essas etapas requerem treinamento, planejamento, monitoramento, avaliação, registros contínuos. Solicite seu orçamento.


Postado em 26 de Junho às 10h59

Saneamento Básico

Meio Ambiente (78)

Senado Federal aprova PL que atualiza o marco regulatório do saneamento básico

Doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado foram responsáveis por foram 346,5 mil internações hospitalares em 2016, conforme dados do IBGE. De acordo com levantamento realizado pelo Ministério da Saúde a pedido da Folha de São Paulo, entre 2014 e 2019, os gastos ligados a essas doenças representaram mais de 1 bilhão de reais para os cofres públicos.

O descarte irregular de esgoto sanitário é o tipo mais capilarizado de poluição hídrica, afirma João Pedro Pinheiro Vieira, mestre em Perícias Criminais Ambientais e perito criminal do Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina. Esgoto sanitário não tratado causa impactos à saúde, ao meio ambiente e aos cofres públicos. Segundo a Unicef 2,4 bilhões de pessoas no mundo vivem sem saneamento adequado.

Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) – ano base 2018, analisados pelo Instituto Trata Brasil informam: quase 35 milhões de brasileiros não têm acesso ao abastecimento de água (16,38%); 100 milhões de brasileiros não têm acesso ao tratamento de esgoto; apenas 46% de todo o volume de esgoto recebe destinação final correta. Em 2018, foram mais de 2 milhões de piscinas olímpicas de esgoto despejadas de forma indevida na natureza.

Marco regulatório do saneamento básico

No último dia 25 de junho, o Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 4.162/2019 que atualiza o marco regulatório do saneamento básico brasileiro. A pauta era considerada prioritária devido ao agravamento da crise provocada pela pandemia de Covid-19. Cabe ao Presidente Jair Bolsonaro sancionar ou não o Projeto que estende para 2021 os prazos para que capitais e regiões metropolitanas eliminem os lixões a céu aberto. Pequenos municípios têm prazo até 2024. O custo estimado para universalização dos serviços em 12 anos é de 700 milhões de reais, afirma o relator Tasso Jereissati (PSDB- CE). É notório que investimentos em água, tratamento de esgoto, efluentes e resíduos geram economias em saúde, melhoram as condições de vida e empoderam o cidadão.

Segundo a Agência Senado o marco “facilita a privatização de estatais do setor e extingue o modelo atual de contrato entre municípios e empresas estaduais de água e esgoto. O novo marco transforma os contratos em vigor em concessões com a empresa privada que vier a assumir a estatal. O texto também torna obrigatória a abertura de licitação, envolvendo empresas públicas e privadas”.

Para alguns senadores, como Rogério Carvalho (PT-SE) e Weverton (PDT-MA), o tema deveria ser melhor debatido. Agência Senado destaca a preocupação de Weverton sobre as disparidades regionais no oferecimento e acesso aos serviços: “Sabemos que, infelizmente quanto às cidades pequenas, principalmente do Norte e do Nordeste, esses investimentos não vão chegar, como foi aqui falado. É um projeto que vai beneficiar os grandes centros, claro, onde as grandes empresas têm interesse de investir, mas no entorno nós vamos continuar ainda à margem”.

O desafio é resolver a inadmissível existência de lixões a céu aberto e garantir o acesso à água potável a 99% da população e rede de esgoto a 90% dos brasileiros até 2033.

O novo marco promete fortalecer a Agência Nacional de Águas (ANA) na regulação dos serviços. A atualização das regras abre caminhos para que instituições privadas possam fornecer rede de água, coleta e tratamento de esgoto, trazendo eficiência para o setor.

Estima-se que as novas diretrizes tragam bilhões em investimentos privados e possam criar inúmeros empregos no país. Para que isso ocorra, “a iniciativa privada deverá investir em pesquisa e tecnologia para ofertar projetos inovadores capazes de gerar soluções para problemas antigos. Empresários deverão acelerar o passo para propor iniciativas. Associações entre empresas e instituições de ensino e pesquisa parece um bom caminho. Espera-se que haja flexibilidade e segurança jurídica para permitir diferentes formas de parceria”, ressalta Doacyr Balbinot, Presidente do Grupo Servioeste


Postado em 18 de Junho às 11h12

Marco ambiental

Meio Ambiente (78)

Decreto Federal regulamenta descarte de medicamentos

Prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a Logística Reversa de Medicamentos foi regulamentada no último dia 05 de junho pelo Decreto 10.388. A legislação estabelece parâmetros para o descarte correto desses produtos, envolvendo consumidores e empresas que integram a cadeia farmacêutica.

Farmácias e drogarias tem até 180 dias a partir da publicação do decreto para disponibilizar e manter pelo menos um ponto fixo de recebimento de medicamentos. Cabe ao consumidor levar até os pontos de coleta os medicamentos vencidos ou em desuso e suas respectivas embalagens. Os distribuidores devem viabilizar a coleta e transporte do material recolhido. Os fabricantes ou importadores são responsáveis pela destinação ambientalmente adequada. Os custos serão compartilhados pela cadeia farmacêutica, afirma o Ministério do Meio Ambiente . O decreto estabelece algumas regras específicas em função do número de habitantes dos municípios e registro no Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos .

Gutemberg Vieira, gerente comercial do Grupo Servioeste, destaca que o trabalho de logística reversa já é desenvolvido por meio de parcerias com Prefeituras, distribuidores e redes de farmácias. A regulamentação federal facilita a gestão do processo e deve contribuir para a conscientização das pessoas sobre a importância da destinação correta de medicamentos vencidos ou em desuso.

Para Sergio Mena Barreto, CEO da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), “Trata-se de uma conquista histórica para o setor farmacêutico, resultado de muitos anos de discussão em relação à destinação final desses produtos e o impacto gerado ao meio ambiente em função do descarte inadequado. Os farmacêuticos têm um papel fundamental na promoção da educação ambiental junto aos consumidores e devem sempre informá-los, principalmente, durante a dispensação de medicamentos”. Com a regulamentação, os três elos da cadeia logística atuam de modo coordenado, e ao final o meio ambiente sai ganhando, acrescenta o CEO da Abrafarma.

Danos ambientais e à saúde

Os medicamentos devem passar por tratamento correto antes da destinação final ambientalmente adequada em empreendimentos licenciados para evitar danos ao meio ambiente. Os sistemas de tratamento de esgoto não conseguem eliminar algumas das substâncias presentes nos medicamentos. Estes resíduos químicos, quando em contato com a natureza, podem geram problemas ambientais. “O descarte incorreto, como no vaso sanitário ou lixo comum, por exemplo, prejudica a população pois esses resíduos acabam contaminando o lençol freático”, explica Jeferson Balbinot, gestor ambiental e Diretor do Grupo Servioeste, unidade Pescaria Brava.

Distúrbios hormonais e metabólicos e a crescente resistência a antibióticos podem estar relacionados aos erros no descarte de medicamentos, daí a importância da gestão correta dos medicamentos. “As concentrações de antibióticos em alguns rios do mundo excedem os níveis “seguros” em até 300 vezes. Os antibióticos são apenas um entre uma variedade de produtos farmacêuticos, produtos de higiene pessoal e outros contaminantes ambientais cada vez mais presentes nas águas residuais e nos lixões do mundo”, afirma a Organização Mundial da Saúde (ONU) .

Há mais de 20 anos, o Grupo Servioeste oferece serviços de coleta, transporte, tratamento e destinação final de medicamentos e demais resíduos de serviços de saúde em sete estados do Brasil. Nós ajudamos você a fazer a sua parte.


Postado em 15 de Junho às 11h47

Embalagens verdes

Meio Ambiente (78)

Cientistas buscam plástico biodegradável de qualidade

Os plásticos são compostos por carbono. A origem de grande parte deste elemento químico ainda é o petróleo, matéria-prima fóssil não renovável, finita e não biodegradável. O plástico é utilizado para confecção de artefatos dos mais variados tipos (embalagens, eletrodomésticos, celulares, componentes de carros, brinquedos, etc). O destino de muitos dos resíduos provenientes destes produtos, infelizmente, é a natureza: rios, oceanos, lixões.

A Organização das Nações Unidas (ONU) definiu os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como parte da Agenda 2030, lançada em 2015 durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável. Dentre os objetivos estão: consumo e produção conscientes; ação contra a mudança global do clima; redução da poluição marinha, especialmente a advinda de atividades terrestres. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável devem orientar as políticas nacionais e ações internacionais nos próximos dez anos.

Dados do Panorama dos Resíduos Sólidos divulgado pela Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) atestam que 40% das embalagens plásticas são destinadas a aterros. Um terço são descartadas em ecossistemas como oceanos e florestas tropicais, contaminando o solo, os rios e o ar e causando problemas à saúde, destaca relatório da Fundação Ellen MacArthur. 

Consciência ecológica

“Quando se fala em consumo consciente devemos pensar em todo o ciclo de vida do que estamos consumindo: de onde vem, para onde vai e o que vai gerar depois de descartado”, avalia Maria Lúcia Bianchi, professora doutora da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Minas Gerais.

A busca por fontes renováveis de carbono para produção industrial tem no conhecimento científico um grande aliado. O intercâmbio entre instituições de pesquisa, cientistas e indústrias favorece a criação de métodos capazes de contribuir para reverter o processo de degradação ambiental do nosso planeta. Estudiosos de diversas áreas e países procuram na biomassa (material proveniente de recurso natural) a resposta para a obtenção de filmes plástico, por exemplo.

Cana-de-açúcar, vegetais, resíduos industriais, agrícolas ou de pesca possuem potencial de reaproveitamento. Em alguns casos, são utilizados na geração de energia, como o biogás, em outros são descartados de forma incorreta, poluindo o meio ambiente, contrariando a legislação brasileira. Pesquisadores focam-se justamente em reaproveitar os resíduos desta produção para elaboração de plástico biodegradável.

Resíduos da pesca e indústria madeireira

Maria Lúcia Bianchi, professora doutora do Departamento de Química UFLA, coordena grupo de pesquisa que utiliza matéria-prima de fontes renováveis como resíduos da pesca, da indústria madeireira, casca de café, cana de açúcar.

Camila Marra Abras é responsável pelo estudo que utiliza vários desses componentes como a celulose nanofibrilada de eucalipto, a quitosana (proveniente dos crustáceos) e óleo essencial de gengibre. O resultado são filmes poliméricos que poderão gerar embalagens biodegradáveis destinadas a indústrias alimentícia, farmacêutica e biomédica, explica a professora Maria Lúcia Bianchi.

Testes analisaram a resistência, umidade e permeabilidade ao vapor de água, por exemplo: “Os filmes que tinham as maiores concentrações de celulose nanofibrilada e de óleo de gengibre foram os mais eficientes. O teste de biodegradação em solo simulado mostrou que esse filme foi totalmente degradado”, ressalta Camila Abras.

A utilização de resíduos como matéria prima para produção de artefatos por meio de um processo enxuto (utilização de pouca água, pouca energia, poucos reagentes e gerando pouco ou nenhum resíduo) pode baratear o produto final, além de preservar o meio ambiente. “Nosso projeto contribui para valorizar o que não tem valor, dar uma melhor destinação para resíduos, possibilitar a geração de renda adicional seja para a indústria, seja para o pequeno produtor”, ressalta Bianchi.

Carbono proveniente da cana-de-açúcar

Antônio Burtoloso, professor do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) - organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações -, desenvolve técnica visando a obtenção de moléculas de carbono de forma sustentável e com menor risco ao meio ambiente. O composto químico produzido origina-se do bagaço da cana-de-açúcar e é potencial para fabricação de plásticos. A pesquisa está em fase inicial. Os pesquisadores estão avaliando as características do material, para depois, estabelecer parcerias e a produção em escala piloto.

Há uma tendência mundial, ainda que tímida devido aos custos e à cultura, para o uso de produtos elaborados de forma sustentável. “Se as propriedades dos produtos elaborados com a nossa técnica forem similares às existentes no mercado, o cliente faria a compra com a consciência muito mais tranquila”, afirma Burtoloso.

Plástico de amido

Outro tipo de plástico biodegradável, que tem como matéria-prima o amido, foi produzido na Universidade de São Paulo (USP), por meio de parceria entre Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, e a Escola Politécnica (Poli) em São Paulo.

Os pesquisadores desenvolveram uma técnica que utiliza o gás ozônio para processar o amido e melhorar as propriedades do plástico. O resultado é um produto mais permeável, transparente e resistente, que poderá ser usado em diversos tipos de embalagens. O processamento dos amidos com ozônio permitiu a obtenção de filmes plásticos mais resistentes e homogêneos, detalha Carla Ivonne La Fuente Arias, coautora da pesquisa.

“Estudamos diferentes tecnologias de baixo impacto ambiental para modificação de amido e possíveis aplicações. Chegamos a obter plásticos 60% mais resistentes do que os feitos de amido nativo. São utilizados entre 70 e 80 gramas de amido de mandioca e batata - vegetais integrais - para produzir 100 gramas de filme. O amido obtido dessas matérias primas é largamente utilizado na produção de alimentos, fármacos, tintas, tecidos, roupas e até para extração de petróleo”, explica Pedro Esteves Duarte Augusto, coordenador do grupo de pesquisa da Esalq.

O método desenvolvido pelos pesquisadores já teve a patente requerida, visando a transferência de tecnologia para a indústria. A viabilidade econômica depende de diversos fatores, tais como escala, aplicação, planta industrial.

* Com informações de Caio Albuquerque e Henrique Fontes (USP) e Karina Mascarenhas (UFLA).
 


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Grupo Servioeste promove sua II Semana do Meio Ambiente12/06/18Com o tema 'Tu te tornas eternamente responsável pelo resíduo que produz', empresa proporciona uma semana de palestras aos seus colaboradores. Para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 5 de junho, a matriz do Grupo Servioeste, localizada em Chapecó-SC, elaborou uma programação especial para seus colaboradores, entre os dias 11 e 15 de junho. Proporcionar......
Grupo Servioeste tem treinamento com Bombeiros04/06/18 A unidade da Servioeste de Chapecó/SC recebeu treinamento dos bombeiros para as normas de segurança do trabalho. Levantamento da Estrutura de Prevenção e Combate a Incêndio; Análise da adequação da......
Como estúdios de tatuagem devem gerenciar seus resíduos12/04/18Empreendimentos também são geradores de resíduos de serviços de saúde. A manipulação dos resíduos perfurocortantes com agentes biológicos pode causar acidentes, levando à contaminação da população, caso os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS)......
Grupo Servioeste realiza treinamentos em SC, PR e RJ02/04/18 No início de março, o Grupo Servioeste efetuou um treinamento com a equipe da Clínica de Diálise do município de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, como preparação para a inauguração do......
Servioeste participa de encontro para formação de Gestores Ambientais27/09/17Grupo Servioeste palestra em capacitação no Norte do Paraná. Aconteceu, na última semana, o 3º Encontro Formativo do Programa Nacional de Formação e Capacitação de Gestores Ambientais (PNC) e o 3º Seminário Regional do Meio Ambiente. Trata-se de uma iniciativa do......
Cartilha online oferece dicas para compostagem de lixo26/06/17Ministério do Meio Ambiente pretende incentivar a prática para o descarte e aproveitamento dos resíduos sólidos. Para incentivar a compostagem de lixo orgânico, o Ministério do Meio Ambiente lançou uma cartilha online que traz informações sobre a forma correta de descarte. Isso porque esses resíduos representam metade do lixo......
Grupo Servioeste comprometido com a Educação Ambiental19/06/17Empresa promove ação de conscientização ambiental com mais de 200 alunos do Colégio Trilíngue, de Chapecó. A formação de cidadãos conscientes e preocupados com o Meio Ambiente começa logo na infância. Pensando nisso, o Grupo Servioeste proporcionou uma atividade diferente para os alunos do Colégio Trilíngue......
Semana do Meio Ambiente: Alimentação e Nutrição09/06/17Aliando saúde e sustentabilidade Como conciliar alimentação, nutrição e meio ambiente. Este foi o objetivo da palestra do quarto dia da Semana do Meio Ambiente do Grupo Servioeste. Três acadêmicas do quinto período do curso de......
Semana do Meio Ambiente: Educação e Cidadania08/06/17No terceiro dia de palestras, a palavra de ordem foi 'equilíbrio' A Semana do Meio Ambiente do Grupo Servioeste chega ao seu terceiro dia de atividades com um apelo social. A ONG Verde Vida – Programa Oficina Educativa veio representada pelo seu coordenador social, Odair Balen, para expor seus 24 anos de......
Semana do Meio Ambiente: Resíduos Sólidos Urbanos07/06/17Segundo dia de palestras explica sobre a segregação correta dos resíduos domiciliares Dando continuidade a programação da Semana do Meio Ambiente do Grupo Servioeste, dois institutos se uniram para falar sobre segregação correta de resíduos sólidos urbanos: Adão dos Santos, presidente da......
Semana do Meio Ambiente: Água e Saúde Ambiental06/06/17 Como primeira palestra da programação da Semana do Meio Ambiente do Grupo Servioeste, o engenheiro sanitarista Mauro Miguel Narciso falou sobre saúde ambiental. Com o foco em tratamento de água, o profissional explanou sobre a......
Grupo Servioeste promove Semana do Meio Ambiente05/06/17 Com o tema “Como aplicar a sustentabilidade na minha vida?”, empresa proporciona uma semana de palestras e workshops com informações valiosas aos seus colaboradores. Para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 5......
EUA se retira do Acordo de Paris02/06/17 Foto: Joshua Roberts | Reuters Mostramos que, em 29 de abril, milhares de norte-americanos foram às ruas na “Marcha Pelo Clima”, em protesto a atitudes tomadas pelo governo do presidente Donald Trump em questões ambientais,......
Extinção das abelhas é uma ameaça também a nós24/05/17 Reza a lenda que Albert Einstein disse certa vez que "se as abelhas morrerem, os humanos morrerão em seguida nos próximos anos". Certo ou errado, o fato é que a diminuição considerável da......
Solução ambiental para sinistros de resíduos perigosos10/05/17 Toda empresa gera resíduos e alguns deles podem ser nocivos para a natureza. Já postamos aqui sobre as atividades que podem gerar impactos ambientais e precisam de licenças específicas para funcionar de maneira plena e, sem......
Todos contra o aquecimento global05/05/17 Foto: Associated Press | Daily Mail Comentamos em outro post a preocupação com o aquecimento global. Tanto a NASA quanto a ONU confirmaram que 2016 foi o ano mais quente globalmente já registrado na......
Licenciamentos Ambientais04/05/17 Como postamos aqui, alguns empreendimentos podem gerar impacto ambiental e necessitam, portanto, de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) – um tipo de estudo ambiental que apontará as medidas necessárias......
Recuperando áreas degradadas26/04/17 Ao se criar uma atividade ou empreendimento, é possível que seja gerado algum impacto ao meio ambiente. Para evitar ou minimizar esses efeitos, as empresas, com potencial de gerar algum tipo de impacto ambiental, devem elaborar um Plano de......
2016 bateu recordes de temperatura global19/04/17 Estudos apenas confirmaram aquilo que todos nós sentimos na pele: 2016 foi o ano mais quente globalmente já registrado na história. A afirmação foi feita pelo NOOA (uma organização que faz parte do Departamento......
Resíduos de saúde e seus riscos para o meio ambiente12/04/17       Nesta semana é comemorado o Dia Nacional da Conservação do Solo e aproveitamos, também, para lembrar a importância da preservação ambiental. Cuidar do meio ambiente é uma......
Saiba como separar resíduos de saúde05/04/17 O descarte inadequado de resíduos de saúde (contaminados, portanto nocivos), além de ser um risco à saúde humana e ao meio ambiente, acarreta em crime ambiental. Cada resíduo precisa ter sua separação,......
Água fonte da vida23/03/17      Sabemos que a água é um recurso essencial para a sobrevivência de todos os seres vivos. Ela atua mantendo a hidratação corpórea, ajuda no transporte de substâncias e nutrientes, funciona como......
Resíduos contaminados, um risco ambiental20/02/17 A falta de informações sobre a classificação e segregação correta de resíduos de saúde faz com que muitas vezes estes resíduos não recebam atenção e cuidados que merecem. Os......
Digitalização ajuda ambiente e diminui custos30/01/17 As empresas que investem em sistemas de automação, armazenamento digital e redução de desperdício de papel comprometem menos o meio ambiente e ainda economizam dinheiro. Só em 2011, a operadora de planos de......
Dia Mundial de Controle da Poluição por Agrotóxicos11/01/17 No calendário civil, 11 de janeiro é dedicado ao Controle da Poluição por Agrotóxicos, não para fins de comemoração, mas para que seja um dia de reflexão perante o uso indiscriminado desse......
Não há Planeta para tanto lixo16/11/16 A percepção do consumo atrai as pessoas, induzindo-as, por exemplo, a trocar uma casa bem montada por um automóvel, uma despensa forrada de alimentos por um aparelho eletrônico. Daí que, segundo o Relatório 2010 da......
Calor mata mais de 1800 e derrete asfalto na Índia30/05/15    A onda de calor infernal que atinge a Índia há pouco mais de uma semana tem gerado um saldo preocupante: mais de 1800 mortos confirmados até agora, levando em conta apenas os óbitos ocorridos em hospitais — a......
Brasileiro acha que mudança do clima já afeta o país 22/05/15    Uma nova pesquisa do Datafolha mostra que o brasileiro está muito preocupado com as mudanças climáticas e acha que o governo não compartilha dessa preocupação.    Segundo o levantamento,......